segunda-feira, 3 de abril de 2017

Entrevista a Nuno Nepomuceno

Boa tarde!!! 

Hoje trago-vos a entrevista a Nuno Nepomuceno!
Curiosos ? 
Bora lá!!



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Nuno Nepomuceno nasceu em 1978, nas Caldas da Rainha. É licenciado em Matemática pela Universidade do Algarve e reside na região Oeste.
Em 2012, venceu o Prémio Literário Note! com O Espião Português, o seu primeiro romance.

Para mais informações, por favor consultar www.nunonepomuceno.com.



Vamos às perguntas!!



1.Campo ou cidade?
Campo. Cresci numa zona rural e fui habituado ao contacto com os animais e à familiaridade das aldeias pequenas. Hoje em dia, como tenho essa possibilidade, vivo fora da cidade, embora, curiosamente, todos os meus livros decorram em grandes centros urbanos.

2. Doce ou Salgado?
Doces, sem dúvida. Sou muito guloso e gosto de fazer uma sobremesa ao fim de semana. É a melhor parte das refeições.

3. Cores escuras ou claras?
Sou mais dado a vestir-me com cores claras, por as considerar mais leves e, sobretudo, no verão, ajudarem-me a suportar o calor. Se bem que também recorra a tons escuros, nomeadamente no inverno, embora não exista um padrão definido.

4. Barulho ou silêncio?
Cada vez mais, silêncio. Preciso dele para me concentrar e nunca me senti confortável em ambientes barulhentos ou confusos.

5. Comédia ou ação?
Comédia, para mim, apenas se for associada a algum romance. Vejo e leio entretenimento de ação com mais frequência, se bem que o meu género preferido seja mesmo a espionagem. Daí a forte componente que existe nos meus livros.


6. Como leitor, qual é o seu livro favorito que não é suficientemente valorizado pelo público em geral?
O meu livro preferido é Os Pilares da Terra, de Ken Follett. Todavia, como julgo tratar-se de um romance de grande sucesso e que inclusivamente já foi adaptado para a televisão, nomeio O Estranho Caso do Cão Morto, de Mark Haddon. Aborda o autismo de uma forma leve, engraçada, com contornos de policial juvenil, mas que acaba por ser muito eficiente. Recomendo-a a todas as pessoas, independentemente da idade, sexo ou preferências literárias.

7. Quando começou a escrever?
Eu sempre gostei de escrever e fi-lo no passado, embora só tenha começado mais a sério em 2003, com o esboço inicial daquilo que mais tarde se viria a tornar no meu primeiro livro, O Espião Português, publicado em 2012.

8. Quanto tempo dedica à escrita por dia? 
Não tenho uma regra fixa, além daquilo que eu vejo que resulta comigo. Não sou um escritor rápido, que depressa se senta em frente ao computador e começa a redigir capítulos sem parar. Preciso de algum tempo para me concentrar e entrar dentro das personagens, das suas emoções, sentimentos e do rumo que desejo dar à história. Por isso, só escrevo quando tenho pelo menos duas horas disponíveis para o fazer. Nesses dias, em que elas não existem, opto por fazer outro tipo de trabalho, como revisão e planificação dos próximos capítulos, por exemplo.

9. Já alguma vez se cruzou com alguém a ler um livro seu? Se sim, como reagiu?
Sim, já aconteceu. Fiquei contente. É sempre agradável sentir que chegamos às pessoas. Mas não tive nenhuma reação em particular. Guardei o sentimento para mim, confiante de que os livro se encontrava bem entregue.

10. Como surgem as ideias para escrever um livro?
Utilizo vários processos. Por exemplo, O Espião Português resulta de uma compilação de várias ideias soltas que eu tinha e que haviam surgido antes de decidir que gostaria de escrever um livro. A Espia do Oriente foi inspirado na capa de uma revista de viagens. Tratava-se de uma ponte envolta em nevoeiro e eu comecei a pensar numa história que me permitisse colocar o meu protagonista ali. Já no meu último livro, A Célula Adormecida, todo o enredo surgiu com a pesquisa. Enquanto ia lendo, as ideias foram surgindo.

11. Qual é a parte mais difícil do seu processo artístico?
Não perder o ritmo de trabalho. Tenho outra profissão e, à medida que a minha carreira literária tem crescido, por vezes, tem sido difícil conciliar ambas as atividades. E a escrita precisa de uma cadência certa. Fazê-lo aqui e ali dificilmente irá resultar.

12. O que gostaria de dizer para os seus leitores? E para os que ainda não leram o seu livro mas estão a pensar em fazê-lo?
Que leiam, sejam os meus livros ou não, mas que o façam. O mais importante é gostarmos daquilo que lemos, independentemente de modas ou de que os outros dizem. Nós devemos sentir-nos confortáveis com as nossas escolhas e o tempo que passamos na companhia dos nossos heróis nunca será perdido.



Muito obrigada por esta oportunidade, Nuno!
E tu, gostaste desta entrevista?

With love,

Banal Girl

16 comentários:

  1. Gostei muito da entrevista. Um autor que cativa, cada vez mais, os leitores.

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  2. Gostei muito da entrevista, pois fiquei a conhecer um pouco mais sobre o autor. Espero também vir a ler algum livro dele!

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  3. Adorei a entrevista! Tenho o último livro do autor para ler e só fiquei mais curiosa!

    Beijinhos,
    Carolina - http://leiturasdacarolina.blogspot.pt

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  4. Gostei da entrevista. Com elas, ficamos a conhecer melhor os autores. Que venham muitas mais entrevistas com autores portugueses.

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  5. gosto muito do Nuno. tenho um livro autografado por ele. é muito simpatico e educado

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  6. Com imensa curiosidade de ler algo deste autor! Deve ser genial! :D

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  7. Ainda não li nada deste autor, mas tenho uma grande curiosidade em relação aos livros dele.

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  8. Gostei imenso desta entrevista, para mais de um autor português. Parabéns ao Nuno Nepomuceno e à banal Girl.

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  9. Tenho bastante interesse em ler este autor. Que engraçado, acabo de descobrir que ele nasceu em Caldas da Rainha, cidade onde resido há cerca de vinte anos :)

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